UM POUCO SOBRE MINHA MÃE

 Estar aqui escrevendo é um prazer. Não sou nenhum comunicólogo da PUC. O que eu fiz na faculdade foi estudar Filosofia, sem me formar. Me desculpem se sou repetitivo. Mas a ginástica verbal faz bem a todo escritor. O que eu gosto mesmo de fazer é escrever sobre Literatura. Na minha vida, tenho cumpridas todas as minhas obrigações, as com a pátria, e as com a minha sobrevivência. Hoje eu tenho uma pensão que me cobre as despesas necessárias. Não preciso ir à rua, para nada, e não jogo, não bebo, não me drogo, estas coisas que dizem que fazem por aí. E tenho a melhor empregada doméstica da minha cidade.

Mas vamos à Literatura. A Literatura pode ser granfina. É aquela que procura se sofisticar para parecer a mais inspirada. Mas o que é se sofisticar? Talvez falar inglês. Talvez fazer para aparecer na televisão. Digo isso porque o primeiro prêmio que ganhei fez a minha mãe acreditar em mim. Depois do prêmio ela me disse:

- Não escreva nada por enquanto.

E, de fato, eu não escrevi. Devo a ela em consequência a pensão que recebo. Não é com obrigados que eu vou agradecer. Eu agradeço a ela e a Deus o que ela fez por mim. E quando agradeço a Deus, agradeço por ter me dado a mãe que me deu. E tenho dito. E que Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe.

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