A CARTA

Um dia minha mãe me disse:

- Agora o senhor está satisfeito, não?

Deveras eu estava. É que me inquietei e a inquietei por uma questão muito simples. Eu precisava de dinheiro para os CORREIOS. E consegui com ela. Até aí foi fácil. Depois esperei dias até que o carteiro entregasse no meu portão a correspondência dirigida a mim. Minha mãe vendo-me ansioso, dizia-me:

- Sossega, o carteiro uma hora passa.

E um dia o carteiro passou. A empregada veio até mim com o envelope fechado que a mim cabia. Eu o abri e retirei de dentro dele a minha carta. O que era? Era um diploma que me era concedido por uma Academia de Letras. A ansiedade me deixou como se fosse um milagre. E a minha mãe me observando. E, então, ela me disse:

- Agora o senhor está satisfeito, não?

- Mãe, e como...- eu disse. 

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