CONTRA A MENDICÂNCIA
Depois do expediente eu saía do trabalho e seguia à pé para a Faculdade de Filosofia. No caminho, às vezes eu encontrava um e outro mendigo. Puxava do bolso a carteira e tirava dela um dinheiro pouco. Que estendia ao pobre. Cumpria assim um pequena obra de caridade. Como eu me sentia bem! Mas, não fazia a obra que sanasse aquela situação. Porque mendigos existem aos montes. Sempre existiram. E de onde viriam eles. Tinha o Hobbes, filósofo inglês, que escreveu que o Homem é o Lobo do Homem. Noção filosófica que eu não levava assim tão ao extremo.
Mas, eu tinha um professor que costumava dizer que o ser humano sempre aprende. Ele era Existencialista, da linha do pensador francês Maurice Merleau-Ponty. E que eu aprendi com ele a lição de que eu seria um eterno aprendiz. E como eterno aprendiz estava sempre lendo livros. E nos livros que eu lia, de Filosofia e de Literatura, nos de Literatura, principalmente os romances, havia sempre mendigos. E é lembrando disso que ora escrevo essa memória dos mendigos.
E fica aqui a menção aos mendicantes e a importância que devemos dar aos movimentos religiosos em prol da caridade. E por falar da caridade, uma coisa me comoveu muito durante a pandemia da COVID-19. Foi ver através da televisão os bancos de uma igreja cheios de cestas-básicas de alimentação. E pensei: se fizéssemos parte em número cada maior de pessoas dos movimentos de caridade...
O que não podemos sanar sozinhos, em grupo podemos nos mover sim contra a indigência.
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