CURTA CONFISSÃO

Vou aqui entremeando depoimentos do dia a dia com textos que eu componho. Sem compromisso com o brilhantismo. O que coincide com o meu estilo de vida.

Eu nunca quis ser rico. E nunca batalhei para ficar rico. Amei e desamei e segui em frente. Tive um período na vida em que só paguei dívidas. Elas pagas, segui em frente. Trabalhando, como sempre, desde que me iniciei, para sobreviver. E o meu maior triunfo é estar vivo, são e lúcido o bastante para escrever aqui sem me esconder de ninguém. Nem da lei, nem de Deus.

Minhas memórias são sãs e eu não tenho compromisso com ninguém de escrevê-las. Detesto a escrita literal. Quando estudei Filosofia aprendi tanto sobre a abstração que inventei uma maneira toda minha de falar das coisas e de mim. As coisas do mundo não me atraem de maneira alguma. As coisas à que me refiro são as coisas dos livros e as da minha imaginação. 

E assim vou vivendo de escrever, sem ganhar remuneração alguma. A remuneração que me vem é do passado, em forma de aposentadoria. Me aposentei de um trabalho cotidiano que fazia em estabelecimentos que me empregavam. E que não tinham nada a ver com a escrita.

A escrita sempre exerceu sobre mim um fascínio enorme. A começar pela palavra que eu via impressa desde os bancos escolares do curso primário. Uma professora que observando-me, notou isso, me deu livros e me estimulou na leitura. Quero agora, aqui, deixar um agradecimento enorme a ela. Desde então eu não largo o livro.  

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