ESCREVER SOBRE O QUE SENTIMOS
Eu li, há muito tempo, um poeta maior que dizia em seus escritos que não devíamos fazer versos sobre sentimentos. Ou alguma coisa assim. Está certo, podemos não querer revelar nossos sentimentos. Mas, como brasileiro digo que há um jeito para tudo nesta vida. Até de cantar em versos o que sentimos. E acho até que cantar em versos nosso sentimento de misericórdia diante das coisas e dos homens nossos semelhantes nos faria seres humanos melhores. Canções de amor existem e existirão sempre, que o amor é tema sempiterno. Mas, elas são para os casais. Um homem como eu, que procura ouvir a missa sempre, tem no coração a palavra misericórdia. E ter misericórdia é um belo sentimento, eu reconheço, quando este sentimento não é fingido. E pobre daquele que procura abusar de alguém que tem misericórdia.
Dirão que não estou sendo criativo. Eu mesmo chego a lembrar que, antes, quando eu treinava minha escrita para um dia exibi-la que a criatividade para mim era uma coisa fria. E não é. As pessoas criativas, quando o são de fato, sentem em primeiro lugar o que vai ser o seu assunto. Depois pensam nele. Sentir e pensar numa coisa é discernir. E discernimento é o que se pede até aos fiéis de uma religião. Não estou aqui querendo fundar uma religião da criatividade. Falei de religião e digo as religiões que nos levam a orar a Deus e ler a Bíblia Sagrada. Criar com as palavras é ser escritor e talvez poeta. E não me acusem de ter misturado as coisas. E ter misericórdia é para quem tem misericórdia. E tendo misericórdia podemos sempre fazer boas coisas, tomar boas atitudes, e até provocar o belo. Sejamos misericordiosos conosco e com nossos semelhantes. A escrita criativa já existem manuais que nos orientam, E podemos sim fazer versos sobre o que sentimos.
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