EU E COISA MINHA

 Todos nós temos nossos pecados. Eu tenho os meus, pequenos. Um grande eu o corrigi, e muito rezei e rezo ainda pedindo a Deus que me perdoe. Mas trago meu nome limpo neste mundo. Neste nosso mundo eu hoje vejo que se fosse para servir de exemplo, de nada eu valeria. Porque os jovens cometem a toda hora aquele mesmo pecado que eu cometi. E vou seguindo com minha cabeça erguida. 

Tive momentos em que pensei ter sido abandonado e desprezado. Mas não era assim. Nem socialmente, nem na minha família. É que casei depois de ter engravidado minha mulher. Mas eu disse:

- Ninguém faz um filho sozinho.

Uma mulher muito piedosa foi buscar um exemplo longínquo, citou Santo Agostinho. E me disse:

- Não sei como está seu caso na sua casa, mas poupe sua mãe na hora em que escrever.

Santo Agostinho teve como mãe, nada mais, nada menos que Santa Mônica. Minha mãe, agora sou eu quem fala, quando cheguei em casa, divorciado, me comparou ao filho pródigo. E me disse:

- Filho, reze. - e não falou mais nada.

Hoje, logo cedo de manhã, fiquei sabendo de caso semelhante ao meu. Agora, escrevo esta postagem. E por outro lado eu lia ali um livro onde se publicou cartas sobre os sofrimentos a que estamos sujeitos neste mundo de hoje. Eu que já passei pelo que passei, dei meu nome ao fruto do amor que tive e veio que me divorciei. A minha cabeça foi se resolvendo com o tempo, e está aqui resolvida bem. E digo no meio da minha dor uma pessoa muito boa de coração me disse;

- Dê tempo ao tempo.

Tempo. O tempo é o senhor de tudo. Claro a memória dos acontecimentos fica em nós. Mas a cicatrização da ferida e o sumiço da dor, isso vem. E, digo:

- Graças a Deus!

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