LEIA PARA PASSAR O TEMPO
Vencido o tempo, chego nesta idade e aqui estou a escrever. O conforto deste cômodo, ora me levanto e vou até as estantes e pego um livro. Devagar eu o folheio depois de ter procurado em seu índice o texto apropriado para o que quero. Nem sempre eu acho o texto de primeira mão, às vezes me demoro porque existem outros textos tão belos quanto o primeiro. Outras vezes, depois de procurar no volume alguma coisa realmente bela para ler, não achando eu o guardo nas estantes de volta. E pego outro livro.
Livros à mão cheia eu teria se pegasse mais de um de cada vez. O que seria improdutivo. Então me demoro a ler. E nem sempre me inspiro na primeira leitura.
Eu sou assim, gosto de me inspirar nalguma leitura para depois escrever algo. Nunca copio o texto que me inspirou, de maneira alguma. Mas faço isso muitas poucas vezes, a memorizar o belo.
Eu também sou assim, primeiro escrevo uma palavra, depois continuo como se meu espírito se iluminasse repentinamente. Nunca sei qual coisa que escrevo é melhor.
E agora, tendo me explicado mais ou menos, vou me despedir deste breve texto que ora elaboro. Aqui, na minha despedida, agradeço muitíssimo a quem gastou seu precioso tempo a me ler. Obrigado, muito obrigado.
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