NADA A RECLAMAR

Já escrevi muito desde que aqui estou. E publiquei bastante. E vou lendo. E escrevendo. E nada a reclamar desta minha vida. Em que o que eu faço é ler, reler e escrever.

A empregada foi quem disse o que exatamente é a minha vida. Ela disse:

- Sua vida é excelente.

E, realmente, minha vida é excelente, sem tirar nem por.

O domingo de hoje vai chegando ao fim. E venho aqui festejar este fim de expediente. Em que todos tiram o tempo para se divertir. E eu passo o dia a escrever.

Estava conversando com alguém e eu disse:

- Desde adolescente eu detesto o carnaval.

Se forem examinar a minha coerência entre o dizer e fazer de hoje e o de sempre, eu detesto o carnaval. Mas, abro um parêntese, para me remeter ao meu passado. Era no trabalho, havia lá uma colega que só conversava um assunto. Ela falava e ao final dizia:

- Eu sou coerente.

Deixei ela com o que ela julgava ser a coerência falar de um único assunto, e aqui estou e continuo o mesmo. Falo às vezes de assuntos variados. O que eu disse de eu ser coerente é que não gosto de carnaval. Entendível demais.

Tenho no meu quarto meu quarto-estúdio e na minha mesa de trabalho elaboro a minha literatura. No meu computador recebo a correspondência das editoras e vou levando. E nada a reclamar. 

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