O QUE EU MAIS GOSTO DE FAZER
Vou contar uma estória de vaidade e egoísmo. Certo dia, eu com alguns textos meus me apresentei à redação de um jornal literário. Apresentei-me direito, mais não podia, o redator pegou os textos e dirigindo-se a mim disse:
- Passe aqui depois, temos os melhores escritores. - Só aí já ia um bocado da vaidade do redator. Ó, ele trabalhava no jornal e o jornal era conceituado.
Daí a dias eu voltei a me apresentar àquele redator. Ele olhou-me:
- Quem é você? - me perguntou.
Eu, que era tímido, respondi:
- Fulano de tal.
E ele:
- Quem?
Eu repeti meu nome. Ele olhou-me de alto a baixo e disse:
- Eu só conheço escritor famoso.
Uns meses depois eu vim a ganhar um prêmio literário. Fui à cerimônia de premiação. Recebi o dinheiro do prêmio e voltei para casa.
E não é que toca o meu telefone. Eu atendo:
- Quero falar com o fulano de tal.
- Sou eu.
- Aqui a gente paga.
Era o redator do tal jornal literário. Eu não disse nada.
- Quer vir trabalhar conosco?
Eu disse simplesmente que não. Me mudei de cidade, mas não por causa do que acabei de contar. E não é que sem passar pelas mesmas coisas, me tornei ACADÊMICO de três Academias de Letras. Claro, tive que escrever bastante. E a coisa que eu mais gosto de fazer é escrever.
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