SER EU E UM POUCO DOS OUTROS (UM APRENDER)

Nesta vida eu escutei tantas vezes a expressão que diz: é preciso ser autêntico. E fiquei pensando nela. Em nossa casa aprendemos com nossos pais e irmãos a ser no mundo. Mas, chega o dia em que temos que ir de encontro à vida no mundo. Aquilo que já aprendemos em casa nos fortalece bastante. E no mundo da vida aprendemos mais coisas. E nossas atitudes no mundo farão do nosso eu, aquele eu que os outros conhecem, a parte de nós que servirá de identidade perante os outros. 
E, claro, os outros não nos conhecerão completamente. Porque os outros não são íntimos nossos. Os outros dirão de nós: "Eu gosto dele" ou "Eu não gosto dele."

Assim, eu não estou falando daquilo de nós que constitui o que chamamos de sermos autênticos. O eu fortalecido deixará para ser autêntico diante de seus íntimos. Assim estará se protegendo do mundo. E
 só se exibirá se for uma pessoa pública. Mas sendo uma pessoa que precisa dar tratos à bola para renovar-se, como eu enquanto sou escritor, no que se renova em palavras deixa muito a autenticidade de si preservada. 

E existem escritores e escritores. Um é mais solitário, outro requer para o seu bem estar sempre estar acompanhado. Mas eu não estou dizendo que o escritor precisa ser um bicho do mato, um ser anti-social. De maneira nenhuma. A esta altura, quando a pessoa se define: "Eu sou escritor." é porque o que ele faz de principal é escrever. E no escrever é necessário sempre renovar-se. Para que o escritor possa mostrar sempre uma arte remoçada, nova. E assim poder agradar a mais leitores. 
E eu considero que assim o autor poderá dizer: "Sou eu e um pouco dos outros." Um pouco dos outros quer dizer: o que ele aprendeu do mundo da vida. 

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