LIVROS NA ESTANTE
Uma estante cheia de livros e eu passo meus dias pegando um e outro. E à medida que os escolho, os leio ou os releio. E vou dizer uma estante cheia de livros é para o nosso deleite um precioso achado. Mais que achado, porque passamos tempos a amontoá-los nas prateleiras para isso mesmo, ler e reler. Vale mais a pena ter tantos livros do que mulheres.
Toquei num ponto delicado, o amor. Mas se feri, feri o amor à carne. Porque não feri meu amor aos livros, meu amor às letras permanece intacto.
Os contos que leio, vindos lá das estranjas, a me emocionar, me emocionam mais que todas as juras de amor. Eu, presto depoimento, já fiz um filho. Está lá criado. E portanto posso me deleitar com os escritos impressos.
Uma pequena confissão, eu também escrevo, como podem ver aqui. E vou mais além, escrevo e mando para as editoras, que me publicam. Aqui eu penso no meu trabalho de escritor. Tenho que caprichar, porque o resultado vai ao público. Não sei qual é o meu público, mas deve ser exigente, porque as editoras são criteriosas. E cuidadosas.
Contudo, não sei bem porque vim até aqui escrever isto. Uma vez, quando eu era estudante, um professor avaliando um trabalho meu na minha presença, me disse:
- Você escreveu isto porque te deu na cabeça?
Não sei se esta postagem surgiu de uma ideia. Pode ser.
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