BREVE

Como  prometi, aqui estou para contar como viviamos na Rua Ituiutaba. Levavamos uma vida comum com nossas vidas comuns. Como já cansei de dizer, éramos sete. E todo nós, exceto um irmão doente, trabalhávamos. Eu comprei um som a prestação e formei uma pequena discoteca. Eu já possuia uma pequena biblioteca particular minha. Minhas irmãs decidiram por comprar carros. E ela se casaram. Eu de vez em quando, mais de vez em quando do que nunca, visitava as irmãs casadas. Era como nós vivíamos. E éramos, nunca deixamos de ser, gente da classe média. Eu era o mais apegado aos estudos. Tinha em mente que ia estudar Filosofia. Comprava eu muitos livros de Filosofia e de Literatura. De modo que me formação era essa. E a cada dia  eu lia mais.

Quando eu consegui meu segundo emprego, entrei de novo para o corpo de alunos da Filosofia, no curso que era oferecido na FAFICH/UFMG, lá ingressei via vestibular. E quase me formei, Em casa me gozaram, porque eu nunca terminava o que começava. Minha mãe me chamou de medroso. Mas enfim, hoje tenho um pequena obra literária. E a minha família perdeu quatro membros. Duas irmãs, um irmão e minha mãe. Todos eles mortos por doença. E nós os enterramos com dignidade.

E eu hoje sou um órfão de pai e mãe. Quem tem um  pouco de imaginação pode ver que contei afinal como vivíamos. Hoje moro e vivo aqui em Moeda. E gosto daqui.

A tranquilidade do lugar me permite ler e escrever. E publico. A cada vez que me chegam nas mãos exemplares do que  escrevi eu me sinto realizado. Isso é tão bom.

E tenho dito. E que Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe.

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