PENSÃO para pagar

 Hoje de manhã eu estava completamente sem assunto. Fui fazer outras coisas. Acabei escrevendo um texto para a ACADEMIA DE CONTOS a que ousei chamar de conto. E vim trazendo comigo a manhã até que almocei  e li um pouco. Quaisquer letras me estimulam. Não digo me inspiram, mas me peguei pensando em qualquer coisa. É que revi um pouco de mim. E me vi na época em que comprei este computador pessoal, e depois me vi quando comprei meu celular. O computador eu me virei para aprender dele alguma coisa. E mesmo assim não aprendi tudo ainda. O celular quem me ensina alguma coisa até hoje é minha empregada. Eu vejo o quanto ela é inteligente. 

E na era em que se fala tanto em inteligência artificial, os seres humanos se esquecem dos seus próximos.Viva D.Zózima, a empregada doméstica que está aqui em casa há 13 anos. Eu me pergunto e pergunto aos leitores possíveis desta postagem: o que seria de nós, os que precisamos de uma secretária como D.Zózima?

Pois é, venho aqui quase diariamente e faço estes registros. Agora estou pensando em escrever alguns poemas. Tenho sido mais prosador do que poeta. E nunca é tarde para começar. E ainda bem que cercearam aos idosos seus direitos. Como este, o de escrever. Me encontro na condição de pensionista, dá prá pagar as continhas direitinho. O resto é o tempo que sobra. Os aplausos dêem aos que passam pela minha vida. Porque são eles que me alimentam de conversas. De boas conversas, fique bem claro. Eles são gente simples, gente que não complica o meio de campo. E me são agradáveis.

Na minha idade eu me permito seguir minha tendência maior. A de gostar desta gente que carrega nosso mundo nos ombros. Só uma pergunta: quem vocês pensam que me arruma o meu quarto? Deu prá entender? Se não deu, lá vai outra: quem faz a minha comida, e que a deixa pronta também para o jantar? E tenho dito. E que Deus me proteja. E que Deus nos proteja. 

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