PESSOAL, INTRANSFERÍVEL
Houve um escritor mineiro, para quem o ato de escrever era angustiante. Resolvi iniciar hoje minha escrita por este assunto só para dizer que para mim escrever é prazeroso. Quero dizer: eu tenho prazer em escrever. Não tenho como saber se alguém tem o mesmo agrado pelos textos que aqui entrego.
Hoje estive pensando em uns primos meus, por parte de pai. Era uma turma muito animada. Acho até que eles viveram mais que eu, viveram mais no sentido de participarem mais da vida. Espero que me compreendam.
Viver para mim vai além do ato de respirar. Aqueles primos iam a festas. Viajavam e procuravam mais os parentes. Lá em casa estiveram mais de uma vez. Eu tive, dentre eles, uma prima que quis ser minha namorada. Eu acho desde aquela época que ela era a mais bonita moça que se interessou por mim. Depois eu me casei, descasei, porque sorte no amor eu nunca tive.
Quando eu li AMOR? de Ivan Ângelo, não me espantei. A estória contada no livro é uma síntese da sociedade mineira daquele tempo. Digo sem caluniar ninguém. Porque afinal aqueles personagens eram gente que a gente encontrava na vida.
E merecimento mesmo era o de quem tinha a amante amada, e não tinha o que invejar do ROBERTO CARLOS.
E depois que eu me divorciei arranjei uma noiva para mim. E este noivado durou nove anos. E foram nove anos de felicidade. E eu confesso que vivi. E tenho dito. E que Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe.
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